"Sexo frágil" vence tabus.
E ganha as ruas.
A participação feminina no esporte tem origem na Antiga Grécia
e a polêmica sobre a prática esportiva por mulheres é tão antiga quanto
os Jogos Olímpicos. O veto ao sexo frágil constava no primeiro ítem
do regulamento Olímpico, o qual proibia a presença feminina em qualquer
modalidade. As mudanças foram lentas e vários séculos se passaram
até que mulheres começassem a conquistar o direito de praticar alguns
esportes.
| Acervo/Gazeta Press |
 |
| A alemã Christa Vahlensiec |
|
Quem recebeu o primeiro ouro olímpico foi a britânica Charlotte Cooper,
vencedora nas finais de simples e duplas mistas nos Jogos de Paris,
em 11 de julho de 1900.
Somente 28 anos depois, as mulheres estrearam no atletismo, em Amsterdã,
na Holanda.
De lá para cá, o número de esportistas vem aumentando cada vez mais
e, nessa expansão, o esporte acompanhou a sociedade em geral, recebendo
os efeitos das mudanças históricas. Acompanhando a evolução mundial,
o jornal A Gazeta Esportiva criou a prova feminina, em 1975,
em homenagem ao Ano Internacional da Mulher.
O título da pioneira corrida ficou com a alemã Christa Vahlensieck,
que cruzou a linha de chegada com o tempo de 28min39s. A catarinense
Mara Fuhrman foi a brasileira mais bem colocada na competição, com
a quinta colocação. Desta maneira, as estrangeiras dominaram a São
Silvestre feminina por 20 anos.
| Acervo/Gazeta Press |
 |
| A portuguesa Rosa Mota |
|
Maior campeã da Corrida de São Silvestre de todos os tempos, a portuguesa
Rosa Mota, de corpo franzino e baixa estatura, tem o mérito de colecionar
seis vitórias consecutivas, de 81 a 86. Ela é a recordista em número
de títulos. Outro destaque da competição é a mexicana Maria Del Carmem.
Ela subiu ao pódio três vezes por suas conquistas nos anos de 89,
90 e 92.
A reação brasileira só ocorreu em 1995 com a brasiliense Carmem de
Oliveira. Sua vitória, além de trazer o primeiro título ao país, deixou
a imagem de seu choro tão logo cruzou a linha de chegada guardada
na memória dos espectadores.
No ano seguinte, foi a vez da paranaense Roseli Machado brilhar na
prova. Um pouco depois da metade da corrida, após o viaduto do Chá,
Roseli disparou, deixando as concorrentes para trás e terminando a
disputa com o tempo de 52min32. Quase um minuto à frente da segunda
colocada, a tricampeã Maria Del Carmem. Assim, os brasileiros puderam
sentir, mais uma vez, o gosto da vitória.
| Acervo/Gazeta Press |
 |
| A brasileira Maria Zeferina Baldaia |
|
Maria Zeferina Baldaia, da cidade de Sertãozinho (SP) voltou
a colocar o Brasil no ponto mais alto do pódio na prova de
2001. Ela superou em 11 segundos a queniana Margaret Okayo.
O triunfo brasileiro se repetiu em 2002, com Marizete Rezende de Paula.
A goiana tornou-se a quarta do país a subir no ponto mais alto
do pódio da prova ao completar a prova em 54min02.
Na 79ª edição da Corrida Internacional de São
Silvestre, em 2003, as quenianas lideraram a prova. Margareth Okayo
ficou com o título, seguida pela compatriota Debora Mengich.
As brasileiras Márcia Narloch, Ednalva Laureano e Sirlene de
Pinho completaram o pódio. |