Curiosidades
O êxito das Voltas de São Paulo, cuja primeira edição
foi realizada no dia 12 de outubro de 1918, e de Piracicaba (1919),
além de outras competições a partir de 1921, em Taubaté, Iguapé, Sorocaba
e Batatais incentivaram o jornalista Cásper Líbero a criar a Corrida
de São Silvestre. Quando
recebeu o convite da diretoria do Clube Regatas Tietê para participar
da São Silvestre, Jorge Mancebo ficou em dúvida entre participar
da corrida ou passar o réveillon com a família. Na segunda
edição da prova, ele chegou na frente e faturou o título.
| Djalma Vassao/Gazeta Press |
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| Largada da São Silvestre em 2003 |
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O número de concorrentes da
primeira São Silvestre foi bem pequeno: 60 esportistas se inscreveram
e, destes, apenas 48 compareceram para disputar a corrida. Pelo regulamento,
somente 37 foram classificados ao chegarem três minutos atrás do primeiro
colocado. Atualmente, a competição do dia 31 de dezembro leva 15 mil
participantes às ruas da Capital paulista.
Por duas vezes, a São Silvestre registrou a presença de índios. Fisicamente
aptos por causa do contato com a natureza, os nativos envolveram as
edições de 1964 e 1982 em uma expectativa nunca antes registrada.
Participaram da 40ª prova, uma equipe de cinco integrantes da Ilha
do Bananal, sendo três das tribos Craós e dois Carajás. Na ocasião,
um dos organizadores da corrida, Aurélio Bellotti, e o indianista,
Willy Aureli, viajaram até o acampamento dos indígenas para orientá-los
sobre os aspectos técnicos da disputa. Durante a competição, faltou
aos índios a experiência e o condicionamento físico dos adversários.
Graças à iniciativa, que teve o apoio da Funai, a 58ª São Silvestre
contou com representantes dos Xavantes e Serenas. A primeira tribo
trouxe dez corredores e a segunda três. Um grupo de dança típica se
apresentou em Interlagos, completando a festa do último dia do ano.
A pior classificação do
Brasil na Corrida de São Silvestre ocorreu em 1972. Nosso melhor atleta,
Irides Silva, chegou apenas em 17º lugar.
Campeão dos 5 e 10 mil metros na Olimpíada de Melbourne, na Austrália,
o russo Vladimir Kutz era o grande destaque da 33ª São Silvestre.
Entretanto, Kutz ficou somente com a oitava posição, não por falta
de méritos. Ele caminhou pelas praias de Santos e o passeio lhe rendeu
bolhas nos pés. O atleta russo teve uma carreira curta no atletismo
internacional, porém, marcante. Além dos dois títulos olímpicos, Kutz
quebrou sete recordes mundiais.
| Acervo/Gazeta Press |
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| Roelants, dono de quatro títulos |
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A edição comemorativa dos 50
anos de São Silvestre teve a participação de estrelas de 29 países
e a homenagem a antigos vencedores. Receberam o troféu Cásper o tcheco
Emil Zatopek, o brasileiro Sebastião Alves Monteiro, o uruguaio Oscar
Moreira, o chileno Raul Inostroza, o finlandês Viljo Heino, os belgas
Lucien Theys, Gaston Roelants e Henry Clerck, o alemão Erik Kruzciky,
o iuguslavo Franjo Mihalic, os ingleses Kennet Norris e Martin Hyman,
o português Manoel Faria, o argentino Osvaldo Suarez, o francês Hamoud
Ameurs, os colombianos Victor Mora e Álvaro Mejia Flores; os mexicanos
Juan Martinez e Rafael Tadeo Palomares, o norte-americano Frank Shorter
e o costa-riquenho Rafael Angel Perez.
| Acervo/Gazeta Press |
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| Martha Tenório, campeã em 87 e 97 |
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Anteriormente disputada à noite,
a partir de 1989 a Corrida Internacional de São Silvestre passou a
ser realizada às 17 horas (sendo às 15h15 para as mulheres). Historicamente,
o equatoriano Rolando Vera é o único atleta a conquistar vitórias
nos anos de mudança dos horários. Ganhador da prova durante quatro
anos consecutivos, de 1986 a 89, Vera foi o vencedor da última prova
disputada à noite (1988) e também da primeira promovida durante o
dia, no ano seguinte. A curiosidade é que a também equatoriana Martha
Tenório é a única mulher a ter vitórias na São Silvestre nos dois
períodos: ela venceu em 87 e em 1997. |