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Victor Mora (Colômbia) - 1972/1973/1975/1981

Foto: Gazeta PressNa década de 70, a São Silvestre passou a ser dominada pelo corredor colombiano Victor Mora, que faturou a prova quatro vezes, ficou duas vezes em segundo lugar e uma vez em terceiro. Após o duelo dramático com o mexicano Mario Perez, Mora bateu o recorde do percurso de 8,9 mil metros, vencendo a edição de 72 em 23min23s.

No ano seguinte, o atleta da Colômbia conquistou o bi, prometendo uma nova vitória. Ele superou, inclusive, o finlandês Lasse Viren, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Munique nos 5 e 10 mil metros, que se classificou em quinto. Na 51ª disputa, ele foi o segundo sul-americano a tornar-se tricampeão da corrida, melhorando ainda mais a marca do trajeto em 23min13s2. O primeiro a realizar esta façanha foi o argentino Osvaldo Suarez, no período de 1958 a 60. Em 1981, aos 37 anos, Mora deu uma lição de garra e resistência ao mundo, conquistando o tretracampeonato e solidificando seu nome na galeria dos imortais da São Silvestre.

O colombiano começou a competir aos 21 anos, depois de vencer uma corrida. Foi campeão sul-americano, detendo os recordes dos 5 e 10 mil metros. Ganhou também o título nacional na mesma categoria, além de provas com obstáculos e maratonas.

Modesto mecânico da Prefeitura de Quito, Mora sempre lutou com dificuldades para poder se manter no atletismo. Contou a partir de 69 com uma pequena ajuda oficial. Entretanto, teve de trabalhar como servente de pedreiro, pintor de paredes, jornaleiro, bilheteiro e até como varredor de rua.

Considerado um símbolo na disputa de 31 de dezembro, Mora garantiu a segunda posição em 82, a sétima em 83 e a sexta em 84 _ ano em que anunciou aposentadoria. Mas ele continuou correndo. O atleta encarou a São Silvestre de 88 como um verdadeiro desafio em sua carreira e viajou ao Brasil com recursos próprios. Na época, aos 44 anos, o legendário colombiano terminou a prova em 15º lugar.

 
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