Tesfaye
Jifar - 2001
A
disputa masculina da 77ª edição
da São Silvestre. Sem o pentacampeão
da prova Paul Tergat, outros africanos eram
apontados como favoritos, em especial o etíope
Tesfaye Jifar, vencedor da Maratona de Nova
York no mesmo ano, estabelecendo o novo recorde
da prova.
E ele atendeu às expectativas, ao dominar
toda a São Silvestre, sem dar chances
aos rivais, que tentaram de toda forma desconcentrá-lo,
até mesmo com empurrões, como
o que levou do queniano Evans Ruffo. Na subida
da Brigadeiro Luís Antônio ele
já tinha uma vantagem razoável
sobre o segundo colocado, o queniano Guilbert
Okari e já na entrada da avenida Paulista
comemorava a vitória.
Aos 26 anos e com apenas quatro anos como corredor
profissional, ele completou a prova em 44min15.
O ritmo de Jifar foi impressionante, até
porque a disputa ocorreu sob um forte calor
de 29 graus, que afetou até o vice-campeão,
visivelmente abatido na chegada. Bem preparado,
talvez por Ter como treinador o melhor fundista
de pista de todos os tempos, seu compatriota
Haile Gebrselassie (quatro vezes campeão
do mundo dos 10 mil metros e bicampeão
olímpico), ele parece não ter
sentido a alta temperatura. Mesmo assim, seu
tempo ficou longe do recorde de Tergat, que
percorreu os 15km em 43min12, em 95. Marílson
dos Santos foi o brasileiro melhor colocado,
terminando em quarto lugar. Vanderlei Cordeiro
de Lima completou o pódio, em quinto.
Jifar iniciou no atletismo por influência
do irmão, Habbe Jifar, corredor dos 10000m.
Cego do olho direito por causa de uma chifrada
que levou de um touro quando tinha 14 anos,
ele costuma freqüentar a igreja diariamente,
pela manhã e à tarde.
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