Paul
Tergat (Quênia) - 1995/1996/1998/1999/2000
Maior
vencedor de todos os tempos da São Silvestre
masculina com cinco títulos, o queniano Paul
Tergat começou a escrever seu nome na história
da competição em 95. Correndo sempre na frente,
ele definiu a disputa no largo São Francisco
ao ultrapassar seu compatriota e bicampeão Simon
Chemwoyo e, de quebra, estabeleceu o novo recorde
dos 15 mil metros com o tempo de 43min12. Desde
então, o africano veio aprimorando, ano após
ano, seu desempenho e se tornou praticamente
imbatível com o pentacampeonato em 2000. Sua
série de conquistas foi interrompida apenas
pelo brasileiro Émerson Iser Ben, que ganhou
de forma surpreendente a 73ª edição.
Paul Tergat não é um atleta conhecido somente
no Brasil. O queniano tem dominado as provas
de meio-fundo em todo o mundo. Em 98, estabeleceu
a nova marca mundial da meia-maratona (59min17).
Dois anos depois, melhorou seu próprio recorde,
ao marcar 59min06, em Portugal. Em 99, levou
a medalha de prata nos 10 mil metros no Mundial
de Atletismo, em Sevilha, na Espanha. Além disso,
ele é pentacampeão no Mundial de cross country.
Cinco dias depois do penta na São Silvestre,
o fundista confirmou seu favoritismo e venceu
a Corrida de San Fernando, disputada no percurso
de 10 km entre Punta del Leste e Maldonado,
no Uruguai. Foi o quarto título seguido do corredor
(ele levou o troféu em 98, 99 e 2000). Na mesma
temporada, Tergat chegou em primeiro com seu
compatriota Lorna Kiplagat na corrida internacional
sobre a Ponte Teodoro Moscoso, em San Juan de
Porto Rico. Eles fecharam a prova de 10 km em
28min24 e 31min36, respectivamente.
Poucos sabem, mas o queniano começou no esporte
como jogador de basquete. Do alto de seus 1m82,
ele atuava como pivô. Seu interesse pelo atletismo
surgiu em 1990, ao ingressar no Exército. Lá,
disputou o Campeonato Militar de Cross Country,
ficando em terceiro. Em 92, o atleta ganhou
o título nacional da modalidade. O início tardio
não chegou a atrapalhá-lo e, em 96, Tergat foi
prata nos 10 mil metros dos Jogos Olímpicos
de Atlanta. Passou, então, a ser considerado
um ídolo em seu país.
O pentacampeão não teve uma origem tão pobre
quanto os atletas do Quênia. Seu pai era fazendeiro
e, por isso, ele teve a oportunidade de estudar
e trabalhar. Mesmo assim, Tergat se preocupa
com a situação sócio-econômica de seu país:
com o dinheiro que ganha no esporte, ele mantém
cerca de 200 meninas em uma escola de atletismo
e garante o estudo de cinco crianças.
Entre suas muitas vitórias, figura o bicampeonato
conquistado no Mundial de Meia-maratona, no
México, em 2000. Para ganhar a prova Tergat
não teve tarefa fácil. Ele só conseguiu definir
a competição nos últimos 50 metros quando abriu
vantagem de apenas três metros do pelotão de
sete atletas que vinha com ele. O queniano completou
os 21 km em 1h03min47, deixando Phaustin Baha
Sulle (Tanzânia), de 18 anos, em segundo.
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