Gaston
Roelants (Bélgica) -
1964/1965/1967/1968
primeiro grande ano do belga Gaston Roelants
na prova de 31 de dezembro foi em 1964. A partir
daí, o mundo passou a conhecer a força do mito
do atletismo e um imortal na São Silvestre.
Ele venceu os 7,4 mil metros em 21min37s07.
O inusitado desta edição foi a participação
de três índios da tribo Kraôs, localizada no
alto de Tocantins, em Goiás.
Em 65, no mesmo percurso, Roelants triunfou
na 41ª São Silvestre com o tempo de 21min20s01.
Líder absoluto da disputa, o belga ganhou com
larga vantagem sobre seu principal adversário,
o inglês Mike Wiggs, segundo colocado. Dois
anos depois, ele se consagrou com o tri, no
trajeto de 8,7 mil metros (em 24min31s2). Mas
o sonho de Roelants e da Bélgica se realizou
em 1968 com a conquista do tetracampeonato.
Os 8,7 mil metros foram cobertos em 24min32s9.
A primeira participação de Roelants na São Silvestre
foi em 1959, quando terminou na quinta colocação.
Quem levou o troféu para casa foi o argentino
Osvaldo Suarez, que tornou-se bicampeão. Na
ocasião, o atleta belga tinha apenas 21 anos
e culpou a sua pouca experiência pelo resultado
que ele considerou fraco. Passados quatro anos,
ele voltou a São Paulo e, desta vez, como favorito
ao título. O ano de 1964 tinha sido feliz para
o corredor da Bélgica, que faturou a medalha
de ouro, em Tóquio, disputando os 3 mil metros
com barreiras nos Jogos Olímpicos, batendo o
recorde mundial com 8min29s6. No ano seguinte,
Roelants melhorou a marca da prova, fazendo
8min26s4, em Bruxelas. A Federação Internacional
de Atletismo reconheceu também o resultado de
58min06s2, obtido na disputa dos 20 mil metros.
O corredor foi ainda recordista da Prova da
Hora, em 1966, na cidade de Louvain, em seu
país. Ele registrou o novo recorde mundial com
20, 664 mil metros. Nesse mesmo ano, Roelants
se classificou como vice-campeão da 42ª São
Silvestre, vencida pelo colombiano Alvaro Mejia
Flores.
O belga ficou algum tempo afastado da corrida
da última noite do ano, voltando em 1973, empresário
bem-sucedido na área de Relações Públicas, aos
35 anos. A idade pesou ao atleta, que, mesmo
assim, chegou em nono lugar. Ele já havia abandonado
as provas de pista pelas competições de cross,
tendo consagrado-se campeão europeu da modalidade.
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